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Promotora recebe apoio no Fórum da Barra Funda

2019-12-19T15:22:59-03:00 19 de dezembro de 2019|

Da reportagem local*

Nesta segunda-feira (16/12), a APMP (Associação Paulista do Ministério Público) realizou um ato de desagravo em apoio à promotora de Justiça Claudia Ferreira Mac Dowell. Ela foi ofendida, com comentários homofóbicos, feitos por um advogado de defesa durante uma sessão do 2º Tribunal do Júri, em São Paulo, em 7/11.

O ato em apoio à promotora reuniu cerca de 200 pessoas no plenário 10 do Fórum Criminal da Barra Funda, nesta segunda-feira (16/12). A Apamagis foi representada pelo diretor de Comunicação, Fabio Aguiar Munhoz Soares.

A diretoria da APMP foi representada pelo seu presidente, Paulo Penteado Teixeira Junior; pela 1ª vice-presidente, Paula Castanheira Lamenza; pela 2ª tesoureira, Fabíola Moran Faloppa; e pelo diretor de Prerrogativas, Salmo Mohmari. Pelo MPSP, estiveram presentes o subprocurador-geral de Justiça de Políticas Criminais e Institucionais, Mário Luiz Sarrubbo, que na ocasião representava o procurador-geral de Justiça, Gianpaolo Poggio Smanio; a corregedora-geral, Tereza Exner; e o subprocurador-geral de Justiça Jurídico, Wallace Paiva Martins Junior.

Durante o ato, Claudia Mac Dowell disse que aquele era um dos momentos de maior emoção de sua vida: “Demonstra como a empatia é um sentimento poderoso, é o poder de juntar a sua voz à minha. Sem empatia, a dor do outro é só a dor do outro”, disse a promotora.

Paulo Penteado, presidente da APMP, classificou o ato como demonstração de defesa da cidadania. “Trata-se também da defesa de uma promotora comprometida, leal, correta, que há 27 anos dedica sua vida à defesa da democracia. Somos todos Claudia Mac Dowell”, defendeu.

A corregedora-geral, Tereza Exner, enfatizou o encontro como um importante momento também para o Ministério Público. “Eu vim aqui hoje com um sentimento de integração, pois não há ser humano que não se indigne com injustiças, mas agora estou muito esperançosa de ver tantas pessoas irmanadas no sentido de fazer Justiça. Nós acreditamos na Constituição Federal e queremos vê-la em sua plenitude.”

O subprocurador-geral Wallace Paiva afirmou que a Constituição de 1988 é a Constituição da cidadania, da igualdade, da liberdade de orientação e da identidade de gênero. “É a Constituição da diversidade, porque cada pessoa humana tem o direito inalienável de se realizar e buscar a felicidade”, disse.

O subprocurador Mario Sarrubbo ressaltou a importância de encontros dessa natureza para o fortalecimento da instituição Ministério Público: “Claudia é hoje a face da instituição Ministério Público, não só nas forjas do Tribunal do Júri, mas em todos os campos de ação dessa instituição, que é fruto do Estado Democrático de Direito”.

Também fizeram uso da palavra Marina Ganzarolli, presidente da Comissão da Diversidade Sexual da OAB/SP; Marco Vinício Petreluzzi, procurador de Justiça aposentado e ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo; Roberto Livianu, procurador de Justiça e presidente do Instituto Não Aceito Corrupção; Majú Giorgi, membro da Comissão da Diversidade da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Santo Amaro e presidente do Mães Pela Diversidade; o coordenador  de Políticas para a Diversidade Sexual da Secretaria Estadual da Justiça e Cidadania, Marcelo Martins Ximenes Galego; o defensor público Vinícius Conceição Silva, do Núcleo Especializado de Defesa da Diversidade e Igualdade Racial da Defensoria Pública do Estado de São Paulo; a promotora de Justiça Fabíola Sucassas, que na ocasião também desempenhou o papel de mestre de cerimônias; e a esposa da promotora Cláudia, Regina Olga Pacheco Bastos.

 

*Com informações da APMP